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  Associação de Investigadores/as Afrolatinoamericanos/as e do Caribe
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BITÁCULA AFRODIASPÓRICA
Transitando os temas da diáspora africana na América Latina e no Caribe.
A UNESCO define liberdade acadêmica como “a liberdade de ensinar e debater sem ser restringido por doutrinas estabelecidas, a liberdade de conduzir pesquisas e divulgar e publicar seus resultados, de expressar livremente a própria opinião sobre a instituição ou o sistema em que se trabalha e a liberdade de participar de órgãos profissionais ou organizações acadêmicas representativas, sem censura institucional”. No entanto, para os povos da diáspora africana nas Américas, essa definição está longe de ser uma experiência universal.

Existe liberdade acadêmica para afro-diaspóricos em universidades da América Latina e do Caribe?

Jorge Enrique García Rincón

As certezas desmoronam diante dos nossos olhos e as maiorias clamam para acalmar a sua inquietação. O Ekobiocêntrico, como fundamento ontológico, epistemológico e de sabedoria, oferece-nos filosofias renovadas que centram os seus valores nos bens comuns que nestes tempos são fundamentais para desracializar e reumanizar o planeta.

Imaginação solidária e novos designs
Rumo a mundos EKOBIOCÊNTRICOS

Santiago Arboleda Quiñonez

Os africanos escravizados que vieram para a América não trouxeram apenas o seu trabalho, mas também a sua cultura e tradições musicais. Na luta para se expressar, encontraram um grande instrumento de percussão. Foi uma forma de levantar a voz em protesto.

Cajon afroperuano:
o instrumento que se recusou a calar

Anny Ocoró Loango

Quando os acontecimentos acontecem em ritmo vertiginoso em meio a dinâmicas socioculturais, polêmicas e pouco ou pouco pesquisadas: é possível analisar questões e situações nacionais considerando apenas aspectos político-institucionais?

Situação nacional, instituições e
luta contra o racismo

Joselina da Silva y Amauri Mendes Pereira

É complexo definir solidão. Não falamos muito sobre isso, talvez porque surjam memórias de dor, rejeição, abandono e tantas outras que muitas vezes permanecem sem cura, mas lidar com a nossa dor pode ser a chave para rejeitar a solidão que o sistema racista nos impõe.

A solidão da mulher negra:
um breve debate teórico

Glenda Valim de Melo

Sem dúvida o trabalho de Maria Firmina dos Reis Tem hoje novos significados e continua a ser um convite à reflexão sobre o papel da literatura na descolonização da mente.

Úrsula
A literatura negro-brasileira como literatura menor

Marcos de Jesus Oliveira

Desta prática cultural emerge um vínculo que molda a identidade da pessoa afrodescendente com o território, a sociedade e a cultura.

La ombligada: Filosofia de vida, conexão com a espiritualidade e método/modelo para formar o homem afro-colombiano no Pacífico

Adán Pineda Olaya

Os últimos projetos e missões do vice-presidente estão focados na região do Pacífico colombiano, uma das regiões mais empobrecidas do país, onde estão localizadas principalmente as comunidades negras e indígenas da Colômbia. Perguntamo-nos então se esta decisão pode funcionar a favor ou contra o vice-presidente.

Francia Márquez Vice-presidente para o Pacífico Colombiano?

Luis Martelo Ortiz

No panorama atual, espera-se que a etnoeducação afro-colombiana concretize os seus novos desafios. O mais complexo é regressar às suas origens comunitárias dada a situação histórica do país e os profundos impactos do conflito armado.

Equilíbrio e desafios para o governo da mudança

José Antonio Caicedo Ortiz

O trabalho doméstico compõe o extenso rol de hierarquias laborais surgidas entre a pós-colonialidade e a modernidade tendo como pilares principais uma dimensão interseccional entre raça, género e classe. Estas nuances interseccionais dirão muito sobre as opressões dos trabalhadores domésticos na região sul-americana.

Mulheres negras e trabalho doméstico:
da senzala para o quarto de empregada

Denise Braz

O surto social que abalou o país em Abril e Maio de 2021 é considerado por alguns críticos como resultado da polarização política do país ou como resultado de uma perda progressiva de legitimidade no exercício do poder, mas estas abordagens procuram desviar a atenção da estrutura e situação desigual sobre a qual o país se moveu ao longo de sua história.

Colômbia decola: verdade, vida saborosa e transformação política

Jorge García Rincón

A presença de Francia Márquez, mulher negra de origem popular, foi decisiva para convocar o apoio dos departamentos que sofreram os efeitos devastadores das políticas neoliberais e genocidas. A França nos orgulha do que representa.

Triunfo histórico da esperança

Anny Ocoró Loango

O chamado “Cinema Negro” já permeou os anseios do ativismo negro brasileiro. Com um posicionamento diferenciado quanto à representação do indivíduo e da comunidade negra, substituindo o modelo hegemônico que reproduz a inferiorização dos afrodescendentes por uma representação humana e respeitosa, suscitando debates e novas estratégias de ação.

CINEMA NEGRO

Roberto Carlos da Silva Borges

Foto: Sebastián Pancheri. feminacida.com.ar  
"De onde você é?" É talvez a pergunta mais ouvida na Argentina por pessoas que não têm características eurodescendentes. Esta questão tem as suas raízes na fundação do próprio Estado e no seu ideal discursivo de uma nação branca e europeia.

"De onde você é?"

Mérida Doussou Sekel